Acostumado a defender pênaltis, Bezin fala sobre sua carreira e o título da Copa LPF

O nome dele é Fernando Henrique Puga, mas nas quadras é conhecido por ‘Bezin’. Nascido em Caraguatatuba (Litoral Paulista), onde viveu até os sete anos, Bezin passou a maior parte da sua vida na cidade de Jardinópolis (Interior do Estado), terra natal de seus pais, onde deu os primeiros passos como goleiro no futebol de campo.

Aos 15 anos, tive a oportunidade de jogar meu primeiro campeonato adulto, e depois passei por Altinópolis, Orlândia (nas categorias de base)“, relembra.

Mas com passar dos anos, Bezin optou pela sua carreira profissional, uma vez que aos 18 anos, já tinha uma empresa de pintura. Ainda assim, nas horas vagas ‘batia uma bola’ nos campos da região de Ribeirão Preto.

Sobre o início no futsal, Bezin diz que tudo se deu após um convite feito por Beto e Jones: “Eu tive um convite por parte do Beto e do Jones, em que eles tinham um projeto, junto com o Borelli, de montarem um time de futsal em Ribeirão Preto. Eu aceitei e estou até hoje”.

No último sábado (10), em Barueri (Grande São Paulo), o Barão de Mauá/Futsal Ribeirão ficou com o título inédito da Copa LPF, ao vencer o Tempersul/Dracena nas cobranças de pênaltis. Bezin pouco atuou na competição, mas no momento certo, brilhou a estrela do goleiro, que defendeu as batidas de Rato e Oito Meia:

É muito gostoso ter essa sensação após uma vitória nos pênaltis. e de tudo como foi o jogo, além de toda a ajuda dos companheiros. Nosso time muito unido, todos vibrando na hora dos pênaltis, Todos falando que eu ia pegar, e que seríamos campeões. A união de todos e o pensamento positivo. Foi por isso que chegamos ao título“.

Bezin já é expert em defender penalidades máximas. Esta não foi a primeira vez em que o jogador se destacou:

Nos últimos Jogos Abertos, nas quartas de final, contra Araçatuba, peguei os dois primeiros pênaltis e saímos com a vitória. Pela LPF B, na última edição, peguei um pênalti e nesse sábado, defendi duas cobranças“.

Eu espero o momento do batedor relar na bola, sempre fico olhando no pé dele até o final. Eu tenho um jeito diferente de sair pra bola (pode ver que os outros goleiros também têm uma forma de sair), e o meu jeito, graças a Deus, está dando certo. Estou sendo iluminado. Eu procuro sempre conversar com o batedor, para a tirar a concentração dele, falando que eu vou pegar. Isso me ajuda muito na hora da defesa“, encerrou.

Antes da decisão, o Barão de Mauá teve uma semana de muitos treinos físicos e táticos. A delegação viajou para Barueri na sexta-feira (9), e no período da tarde teve um treino de reconhecimento de quadra. Já na manhã de sábado, os atletas passaram por atividades físicas.

Foto: Renan Bin – Follow-X