Especial: Paulinho Jamelli diz como o futsal o ajudou na carreira

Paulo Roberto Jamelli Júnior, ou Jamelli, foi um dos atletas mais vitoriosos do futsal paulista nos anos 90. Com passagens por equipes como São Paulo, Santos, Corinthians e Zaragoza (ESP), Jamelli deu início à sua trajetória dentro de uma quadra de futsal. Mais precisamente na zona leste da capital paulista.

Após ‘pendurar as chuteiras’, em 2007, Jamelli arriscou uma nova função no futebol, mas desta vez como gerente, no Grêmio Barueri (SP), clube no qual encerrou a carreira, posteriormente, assumiria o cargo de treinador no Clube Naútico Marcílio Dias de Itajaí (SC).

Jamelli lembra com orgulho os momentos que passou no futsal, e diz como tudo começou: “Meu pai sempre jogou futsal amadoramente, eu desde pequeno o acompanhava e ficava batendo bola durante os tempos e intervalos. Isso foi quando eu era bem pequeno (três ou quatro anos). Depois comecei a jogar no chupetinha e fui ate o infanto.

Jamelli teve como primeiro time o ‘Cruzeirinho’, do Tatuapé (equipe em que o pai jogava). Na sequência, o promissor atleta passou pelo pré-mirim do Palmeiras, mirim do Juventus, infantil do CA Ypiranga e infanto do Juventus. Mas a carreira nas quadras foi interrompida pela falta de tempo, uma vez que o jovem atleta conciliava com o futsal com os gramados:

“Joguei só salão até os 12 anos.  Quando comecei a jogar  futebol de campo no São Paulo não dava tempo de treinar no Juventus, por isso fui para o Ypiranga. A migração foi difícil no começo, era muito diferente, espaço, bola, distâncias, etc. Mas logo me acostumei. O futsal dá muita base para marcar, tocar a bola, dominar enfim tinha os fundamentos o demais foi praticar”, explicou.

Quando questionado sobre a importância do futsal ao longo de sua história como atleta, Jamelli diz:

“O futsal me ajudou muito na minha carreira, aprendi tudo que usei no futebol de campo no futsal. O futsal faz com que você aprenda a atacar e defender, ter responsabilidade na marcação individual, jogar em espaços reduzidos, cobrir o companheiro e outras tantos fatores. Fora a parte técnica.

Acredito que o futsal me ensinou a ser uma melhor pessoa, o ambiente é muito saudável e familiar, as pessoas envolvidas me ensinaram muitos valores que levo na minha vida até hoje. Tive treinadores que me fizeram um melhor cidadão”, revelou.

Fotos: Arquivo Pessoal e Rádio Bandeirantes